martedì 19 agosto 2014

Ariano Suassuna - Criacionismo - Evolucionismo - Theory - Creationism - Evolution - Philosophy of the Scienze



O literato Ariano Suassuna opina sobre o embate entre criacionistas e evolucionistas. Fundamentando sua antropologia no criacionismo cristão, busca suporte na incapacidade dos macacos em engenhar objetos aparentemente simples – como um pregador de roupas até, genialidades da criação humana, como pode ser o caso de um obra sinfônica.
Nossos alunos fizeram um réplica à fala de Ariano, expomo-las aqui. São de inteira responsabilidade dos mesmos” (Claudio Dionizio, Aracaju, 19 de agosto de 2014).

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Joranne Fagner: Qual é a visão de Ariano Suassuna sobre o Criacionismo e Evolucionismo, de consequência, da Filosofia da Ciência?

Ariano Suassuna, um sertanejo cético e de inteligência prática, como ele mesmo se intitula, posiciona-se como um observador fidedigno ao tempo em que vive, isto é, parte de realidades próprias, pessoais, permeando caracteres contemporâneos, até a conclusão do que deseja analisar. Crítico do seu tempo, embasa suas posições a partir de uma visão religiosa do mundo e do homem. Assim, Suassuna tem opiniões claras acerca do que o envolve, e a ciência, extremamente valorada na atualidade, também foi objeto de opinião deste grande escritor nordestino.

A ciência, considerada sua óbvia contribuição para a humanidade, não é caracterizada má pelo escritor paraibano, mas é vista como orgulhosa. Esta visão se dá graças à temática que envolve a vida, Ariano Suassuna acredita que quando tal temário é pesquisado, o “mundo científico” se orgulha de seus feitos e inicia um empreendimento pretensioso na tentativa de desmistificar a criação da mesma; este empreender, segundo Suassuna, acarreta equívocos incompreensíveis, descreditados até.

Para ilustrar estes equívocos, ele cita a famosa interpretação acerca do desenvolvimento da inteligência humana, a qual prega que o saber do homem descendeu do macaco. Sobre isto, fundamentado em seu ceticismo e praticidade sertanejos, como acima citados, infere ser vão este interpretar e faz jus a sua visão religiosa do homem, afirmando que a inteligência humana possui uma centelha divina e que, portanto, nenhum animal a pode possuir.

Como em qualquer época e com quaisquer pessoas, o tempo e a efervescência de ideias no mesmo são decisivos nas opiniões daqueles que se propõem a se expressar; expressão que não necessariamente se pode dizer original, isto porque descende de outras épocas e de inúmeras efervescências ideológicas surgidas. Isto é claro nas posições de Ariano Suassuna, há uma filosofia por trás, existe uma fé, uma crença, uma experiência.

Especificamente naquela ilustração, sobre os equívocos da ciência, vemos que a filosofia agostiniana, da iluminação de Deus sobre o homem, permeia a opinião religiosa do autor paraibano. Aliada a esta informação, está à experiência do escritor, esta o torna cético e prático, rejeitando as explicações do Criacionismo e Evolucionismo. Porém, isto não afeta sua crença no auxílio divino no desenvolver da humanidade, posição que cientificamente é improvável.

Assim, nesta discussão, podemos concluir que para Ariano Suassuna a ciência deve ocupar uma posição de intérprete da humanidade, esta, dada e desenvolvida por Deus. A Filosofia da ciência, então, deve agir na contemporaneidade a partir do que pode realizar, não excluindo obviamente a constante pesquisa, sem se arvorar dum pretenso poder criador. Tanto um Criacionismo cientìfico quanto um Evolucionismo absoluto são ideias inviáveis, porque contrariam a sobreposição humana auxiliada por Deus.
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Frei João Raniery Elias da Silva – Ariano Suassuna e o evolucionismo

Sempre foi objetivo de a filosofia estudar a origem do tudo. Do universo, das coisas que nos cercam, das realidades que insistem em acontecer. Diante dos grandes desejos do ser humano, o mais autêntico e que dispensa um longo e profundo processo, é o de se autoconhecer. É próprio da condição humana o anseio por conhecer, por questionar, por analisar,... descobrindo em tudo a sua razão de ser. É essa razão de existir que move àquele que se dedica a pesquisar. O homem que se olha e pergunta não apenas o exterior, mas, principalmente sobre si. De onde nós viemos? Como chegamos àquilo que somos? O humano que somos, foi criado ou evoluído? 
Ariano Suassuna[1] tem sua concepção sobre o assunto. Afirma: “[...] eu não aceito que a inteligência humana tenha evoluído da inteligência do macaco ou do seja de que bicho for”. Para o escritor, é impossível acreditar numa teoria que assimila como verdadeiro a ideia do surgimento dos homens através de um processo contínuo e ininterrupto evolutivamente. Não pode haver uma evolução quanto à inteligência. É próprio do homem a razão, o pensamento crítico, o refletir. Seria uma discrepância acreditar que os animais irracionais possuem tais qualidades.
Suassuna, como bom escritor nordestino “com uma inteligência prática e cética”, enfatiza em todas as suas obras a ideia de haver não um evolucionismo, como Darwin acreditava, mas, sim um criacionismo. Como pode um sertanejo acreditar que as aves que voam no terreno árido do sertão vieram do peixe que vive na água? É ilógico, é inverídico.
O que é possível notar na atualidade é uma ideia superficial do homem, de acordo com o autor d’O auto da compadecida. Uma visão que minoriza a pessoa humana e suas crenças. Como cristão e adepto do catolicismo, trata que a escolha, hoje, por ideias darwinianas nada mais é que uma não aceitação da existência de Deus, da existência de um criador. O que se tem é um grande relativismo científico contemporâneo. É preciso, portanto, de uma ciência capaz de refletir filosoficamente sobre as formulações nos campos do conhecimento. Precisa-se, de uma filosofia da ciência que ajude a pensar o cientificismo estéreo empregando na sociedade hodierna.




[1] Natural da Paraíba. Foi dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro. Retratava em suas obras a realidade do povo nordestino, como bem conhecia por ser um dele. Seus livros mais conhecidos são: O Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do Sangue do Vai-Volta.



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Jose Clebson M. Pereira - Ariano Suassuna, Criacionismo
 
     A questão sobre as origens do homem remete um amplo debate, no qual filosofia, religião e ciência entram em cena para construir diferentes concepções sobre a existência da vida humana e, implicitamente, porquê somos o único modelo dotado de características que nos diferenciam do restante dos animais. Quanto mais a ciência se desenvolve, mais avançados são os recursos científicos que esses pesquisadores podem utilizar. Eles são capazes de encontrar novas possibilidades para explicar a origem humana. Para Ariana Suassuna, é impossível o ser humano ser transformado da evolução de um animal “do macaco”. Cada ser vivo tem sua particularidade, seu jeito de ser, de agir, cada formado e criado a sua própria espécie. Por isso não há uma transformação entre uma espécie e outra. Transformar uma característica própria que tem uma função própria,  uma vida própria em um segundo ser é impossível. Como transformar um animal em um ser humano que tem um intelecto muito diferente, sua sabedoria, seus sentimentos, seus desejos, que são próprios do ser humano. O ser humano veio da criação divina, e não da evolução de outra espécie.
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Frei Mario Josué, O. Carm.: A visão de Ariano Suassuna sobre o evolucionismo e sua concepção de ciência



     A visão e a atitude de Ariano Suassuna são extremamente filosóficas. Podemos identificar isto nos dois exemplos que ele dá, até de forma bem humorada, no início da palestra: a admiração, espanto e, até, a incredulidade, ante os meios modernos de comunicação, sobretudo o telefone; e quando ele fala que tem que examinar as ideias que se lhes apresentam.

     Ariano Suassuna tem uma visão espiritualista da ciência, nem tanto por afirmar ter uma visão de mundo católico, religioso, mas ao dizer que no homem age uma sentelha divina, onde podemos identificar a teoria da iluminação de Agostinho, que, filosoficamente, remete a Platão e este a um pré-socrático.

      Ao examinar o que se lhes apresenta, Suassuna apresenta o conceito de verificabilidade, procurando o que tem de verdade através da aparência, revelando e descartando o que há de superficial no mundo e no homem.

     Ao expressar seu ceticismo no evolucionismo, na descendência humana provinda do macaco, Ariano apresenta a mesma visão de são Tomás de Aquino: o homem como o centro da criação de Deus. Lembrando que, filosoficamente, Tomás de Aquino remete a Aristóteles e este, por sua vez, remete, também, a um pré-socrático.

   Ariano Suassuna é cético quanto ao evolucionismo mas não é agnóstico quanto a ciência, pois ao examinar as coisas, ele busca os seus fundamentos e pressupostos, deixando sobressair uma filosofia espiritual mas plenamente racional

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Josué Laurindo da Silva: A evolução



     O falar da evolução Ariano começa por questionar a afirmativa de que o homem tenha evoluído de um macaco. Ele combate essa ideia de ridicularizando o próprio ato de evoluir, como pode as coisas evoluir de forma tão perfeita, uma molécula virar célula, as células se unirem e virar peixe, os peixes decidirem voar outros saírem caminhando até chegar no homem. Em seguida faz uma apologia a sabedoria humana e afirmou: “ela não poderia ter evoluído de um macaco, a sabedoria do homem tem uma centelha da sabedoria divina”.

     Ariano não questiona se a evolução é ou não possível, mas coloca o homem em um nível superior, para isso ele usa da teoria de Agostinho de que o homem tem uma centelha da inteligência divida. E ainda Agostinho fala de razões seminais, teoria esta que acredita que Deus criou como razões Seminais, isto é, com capacidade de evoluírem. Talvez seja por isso que Ariano não questione a evolução em si, mas simplesmente a evolução do homem a partir de um macaco. Também, em relação a todas as coisas se torna complicada não levarmos em conta essa sentelha divina, pois seria toda a complexidade da natureza sido fruto do ocaso? Dessa forma, seguido a raciocínio de Ariano é mais fácil acreditar que exista um Deus criador que da sentido ao ser do homem do que acreditar que o homem é simplesmente do ocaso.

   Surge uma nova questão: se, por princípios tão lógicos podemos perceber que o homem foi criado homem e capaz de sabedoria, por que a ciência não assume seus limites e para de afirmar com tanta veemência respostas que ela mesma não tem? Talvez seja porque ela está a serviço da máquina ideológica? Ou talvez seja por que os cientista perceberam de forma tão plena a capacidade do homem que não se permitem a se submeterem a algo tão simples como Deus. Ariano acredita nos convoca a acreditar, como Pascal, no mais provável.


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Gedeão L. Pontes da Silva: A critica ao evolucionismo

O Evolucionismo é um conjunto de doutrinas filosóficas que, segundo ABBAGNANO (2007, p. 462), “vêem na evolução a característica fundamental de todos os tipos ou formas de realidade”. Como expoente deste estudo, tem-se a obra A Origem das Espécies, de Charles Darwin, onde ele ensaia que tanto o homem, quanto o macaco, devido às fortes semelhanças biológicas que ambos possuem, teriam um mesmo ascendente em comum. Frente a tal afirmação e levando em consideração o seu rigor científico, percebe-se que algo que vá de encontro necessite passar pelos mesmos critérios que fundamentaram e erigiram a pesquisa de Darwin.

A partir do supracitado, percebe-se que a exposição feita por Ariano Suassuna em uma determinada aula-espetáculo, carrega não a Corrente Evolucionista, mas a Criacionista, e ele, de forma esplêndida, explica-a com um pensamento repleto por acordes de comédia utilizando para isso a sua acentuada religiosidade. Para Suassuna, a ciência carrega o complexo de não conseguir criar a vida e aí está o seu limite.

Com isso, chega-se a conclusão que para Suassuna, somente uma criatura superior poderia ter criado a maravilha que é o homem em toda a sua complexidade, dotando-o de uma centelha divina, e isso é o que o torna fantástico entre as demais espécies.

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BIBLIOGRAFIA

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Trad. Alfredo Bossi,Ivone Castilho Benedetti. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
SUASSUNA, Aula espetáculo de. 2012. Disponível em < http://www.youtube.com/watch?v=8ieVa2tVPac> Acesso em: 11 agosto. 2014.

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Visão de Ariano Suassuna acerca do Evlucionismo

 Paulo H. Alves Batista


O poeta , escritor brasileiro  Ariano Suassuna em suas declarações  deixa transparecer além de seu amor à cultura brasileira , o seu modo de ver o mundo, o homem,as realidades do seu tempo. Em suas falas suassuna  faz inumeras criticas a concepções polemicas como é o caso do surgimento da vida humana.

O seu pensamento está fundamentado  na concepção cristã de que o homem é um ser criado  com singularidades e com suas peculiaridades superiores às demais espécies. Sua observação se dá não a partir do conhecimento ciêtifico, mas a partir da observação empirica das capacidades do ser humano que para ele é prova de que o homem é criado  por Deus conforme a concepção cristã  revelado na bíblia.

A visão de mundo, de cosmos, de relações humanas que o poeta defende baseados não em critérios  humanos, mas na crença, se constituem um protesto  as demais concepções filosóficas ou cientificas darwinista  que defendem que o surgimento da vida humana se dá a partir de um processo de constante transformação. A seu ver a ciência sendo incapaz de reconhecer a sua  incapacidade de criar ou mesmo explicar a origem da vida se constitue uma  tentativa de manipulação e negação de Deus como origem da vida .O que a meu ver revela um desconhecimento do que  de fato defende a concepção cristã que não defende  de forma alguma a oposição entre a ciência e fé.

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Ariano Suassuna

Roberto Rosa Santos


No inicio ele terce uma critica, a forma de categorizar o ser humano, pelo o que faz, mas é exposto que não é uma forma segura, pois, o Ariano Suassuna fora fazer direito, porque era a única opção, por conta da matemática, já que não era matéria de peso, só que o mesmo não teve muito sucesso. O Ariano continua, mas é referente ao ser humano, em se escravizar por meio dos aparelhos tecnológicos, pois ele sita a seu mau relacionamento com os mesmos, que estar envolvido com o seu insucesso no escritório que trabalhava. 
Ele é um homem religioso e meio cético em cerca ao humano, dentro dos seus limites. Mas ele sita que ao se colocar diante ao livro com o titulo A humanização do macaco pelo o trabalho, ele passou a se negar o que o autor do livro escrevesse. O que foi espanado pelo o autor Ariano, é algum que é discutido a vários anos, porem o que chama atenção, é a reação dele a respeito a uma opinião diferente da dele. Mas voltando para o que interessa a questão da evolução eu acredito um evoluir dentro de sua espécie, mas não como inicio de vida no mundo, como foi apresentado no vídeo, e concordo com Ariano, que é mais fácil de compreender como estar na bíblia, do que a forma que ele apresentou. Que não é a forma apresentada por Darwin, que é a evolução do macaco para o ser humano de hoje, de acordo com a sua descendência.



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ARIANO SUASSUNA: EVOLUCIONISMO E CRIACIONISMO

Robson Silva

Desde a antiguidade, o homem tenta entender sua origem na história. Questionamentos acerca da sua existência humana alimentam e exercitam a mente daqueles que buscam se autoconhecer. Nesta busca, surgem algumas teorias que tentam explicar a existência da vida humana, dentre elas, o criacionismo e o evolucionismo: no princípio criou Deus o homem, os céus e a terra ou o homem é evolução do macaco?
Ariano Suassuna, poeta e escritor brasileiro, com muita simplicidade e inteligência, e até de forma engraçada, características que lhe são muito peculiares, apresenta argumentos da razão sobre a teoria da Evolução. Afirma: “[...] eu não aceito que a inteligência humana tenha evoluído da inteligência do macaco, ou seja, de que bicho for”. Suassuna se diz totalmente descrente em relação à teoria da evolução das espécies, pois, o homem é um ser dotado de inteligência, isto o diferencia dos outros animais. Só a razão auxilia o homem no descobrimento das coisas e o conduz a varias façanhas em sociedade como criar: “Nunca vi um só macaco criar um prendedor de roupa”, disse Suassuna.                              O aparente anti-cientificismo de Ariano Suassuna, expresso em alguns textos seus e entrevistas mostra que ele é um homem que crê em Deus e por tanto defende a teoria criacionista, contudo, espero que isso não seja motivo para desacreditar em todo um ramo do conhecimento humano. 

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Evolução e criação

Manoel Messias de Oliveira

De forma bem humorada e descontraída, o escritor e poeta Ariano Suassuna, conduz uma palestra no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e dentre os assuntos abordados ele se refere a teoria das criação de Darwin. O darwinismo prega a evolução das espécies a partir da organização no planeta, suas disposições e derivações. Uma visão revolucionária para o seu tempo e que modificou profundamente a forma de pensar a origem do homem.
A posição assumida por Suassuna faz oposição à teoria da evolução, no que se refere à origem da vida. Cita o exemplo clássico da comparação entre homens e macacos, comentando a diferença no intelecto, a capacidade de criar, planejar e refletir a realidade a sua volta. Ele afirma a impossibilidade de um nivelamento entre a inteligência humana e a dos macacos. “Na inteligência humana existe uma centelha divina. Macaco já nasce macaco e gente já nasce gente.”
Ele critica a tentativa frustrada da ciência em explicar a origem da vida, mantendo-se orgulhosa e irredutível. Sem temer qualquer teoria, Suassuna posiciona-se contrário ao evolucionismo, assegurando-se nas explicações da fé como fonte segura. “É preciso mais fé para acreditar nisso (teoria do evolucionismo) do que na história de Adão e Eva.”
A figura irreverente do poeta lhe permite uma livre expressão e até mesmo o uso de uma linguagem cômica para exprimir-se, principalmente sobre assuntos polêmicos como este. Grandes discussões já foram levantadas em torno desse tema. Se de um lado é apresentada uma versão bíblico-teológica, atribuindo à divindade a origem da vida, sua criação e especificações, do outro, a comunidade científica, com argumentações e resultados de pesquisas e experimentações, apostando na via darwiniana da evolução das espécies.
O posicionamento radical ante esse tema é perigoso e tendencioso, pois o que se questiona é o processo de evolução da vida animal no planeta e não a fé e crenças religiosas. Se escolhermos a explicação do livro do gênesis para o surgimento da vida na terra, estaríamos abraçando uma posição radicalmente mitológica e ignorando a dimensão literária com o uso de parábolas e outros recurso para se falar de um Deus criador capaz de elaborar um projeto inteligente de desenvolvimento da vida nas diversas condições e estágios.
A Igreja posiciona-se contra a afirmativa de que a vida surge do acaso, sem uma atribuição de sua origem, seu surgimento. Porém reconhece que assuntos de caráter científico devem ser confiados à ciência, que por sua vez reconhece seu limites no que diz respeito à origem da vida, ao perguntar-se acerca do período antecedente ao big-bem. Se a igreja reverencia a ciência por suas pesquisas e comprovações, deve, da mesma forma, ser considerada ao tratar da participação divina na criação e desenvolvimento do universo.

 



 
 
 


mercoledì 6 agosto 2014

Filosofia da ciência


Do grego Φιλοσοφία της Επιστήμης/Filosofía tes Epistémes) é o campo da pesquisa filosófica que estuda os fundamentos, pressupostos e implicações filosóficas da ciência, incluindo as ciências naturais como física e biologia, e as ciências sociais, como psicologia e economia. Neste sentido, a filosofia da ciência está intimamente relacionada à epistemologia e à ontologia. Mais do que tentar explicar, tenta problematizar os seguintes aspectos:

    a natureza das afirmações e conceitos científicos,
    a forma como são produzidos,
    os meios para determinar a validade da informação,
    como a ciência explica, prediz e, através da tecnologia, domina a natureza,
    a formulação e uso do método científico,
    os tipos de argumentos usados para chegar a conclusões,
    as implicações dos métodos e modelos científicos para a sociedade e para as próprias ciências.

Uma visão é que todas as ciências possuem uma filosofia subjacente independente do que se afirme ao contrário:

    Não há tal coisa como ciência livre de filosofia; há apenas ciência cuja bagagem filosófica é tomada a bordos sem examinação —Daniel Dennett, Darwin's Dangerous Idea, 1995.

Índice

    1 Natureza das afirmações e conceitos científicos
        1.1 Empirismo
        1.2 Realismo científico e instrumentalismo
        1.3 Construtivismo social
        1.4 Análise e reducionismo
    2 A justificação de afirmações científicas
        2.1 Indução
        2.2 Falseabilidade
        2.3 Coerentismo
        2.4 A Navalha de Occam
    3 Contabilidade social
        3.1 Infalibilidade científica
        3.2 Críticas da ciência
    4 Ver também
    5 Expoentes da filosofia da ciência
    6 Tópicos de filosofia da ciência
    7 Referências bibliográficas
    8 Ligações externas

Natureza das afirmações e conceitos científicos

A ciência tira conclusões sobre o modo que o mundo é, e o modo que a teoria científica se relaciona a esse mundo.Tira-as por meio de evidências de experimentação, dedução lógica, e pensamento racional a fim de examinar o mundo e os indivíduos que existem dentro da sociedade. Em fazer observações dos indivíduos e seus arredores, a ciência procura explicar os conceitos que estão envolvidos com a vida diária.
Empirismo

Um conceito central em filosofia da ciência é o empirismo, ou dependência da evidência. Empirismo é a visão de que o conhecimento deriva da experiência do mundo. Nesse sentido, afirmações são sujeitas e derivadas de nossas experiências ou observações. Hipóteses científicas são desenvolvidas e testadas através de métodos empíricos consistindo de observações e experimentos. Uma vez reproduzidos o bastante, a informação resultante conta como evidência sobre as quais a comunidade científica desenvolve teorias que se propõem a explicar fatos sobre o mundo.

Observações envolvem percepção, e então se tem os actos cognitivos propriamente ditos. Isto é, observações não são por si só enquadradas em nossa compreensão de como o mundo funciona; conforme esta compreensão mude, as observações por elas mesmas podem aparentemente mudar.

Os cientistas tentam usar a indução, a dedução e os métodos quase-empíricos e invocar metáforas conceituais chaves para trabalhar as observações em uma estrutura coerente e autoconsistente.
Realismo científico e instrumentalismo

O realismo científico, ou empirismo ingênuo, é a visão de que o universo é explicado da forma que realmente é pelas afirmações científicas. Realistas defendem que coisas como elétrons e campos magnéticos realmente existem. É ingênuo no sentido de tomar modelos científicos como sendo a verdade.

Em contraste ao realismo, o instrumentalismo defende que as nossas percepções, ideias e teorias científicas não necessariamente refletem o mundo real com precisão, mas são instrumentos úteis para explicar, predizer e controlar nossas experiências. Para um instrumentalista elétrons e campos magnéticos podem ou não podem existir de fato. Para os instrumentalistas, o método empírico é usado para fazer não mais do que mostrar que teorias são consistentes com observações. O instrumentalismo é grandemente baseado na filosofia de John Dewey como também Pierre Duheme, de um modo mais geral, o pragmatismo, o qual foi influenciado por filósofos como Willian James e Charles Sanders Peirce.
Construtivismo social

Uma área de interesse entre historiadores, filósofos, e sociólogos da ciência é a extensão na qual teorias científicas são moldadas por seus contextos políticos e sociais. Esse conceito é usualmente conhecido construtivismo social. O construtivismo social é em um sentido uma extensão do instrumentalismo que incorpora os aspectos sociais da ciência. Em sua forma mais forte, vê a ciência como um mero discurso entre cientistas, com o fato objetivo desempenhando pouco papel, se desempenhar algum. Uma forma mais fraca da posição construtivista pode defender que fatores sociais desempenham um grande papel na aceitação de novas teorias científicas.

Do lado mais forte, a existência do planeta Marte é irrelevante, desde que tudo o que realmente temos são observações, teorias e mitos, os quais são por si só construídos por interação social. Deste lado, as afirmações científicas são a respeito de uma sobre a outra, e o teste empírico é não mais que algo para verificar a consistência entre diferentes conjuntos de teorias sociologicamente construídas. Esse lado rejeita o realismo. Torna-se difícil, então, explicar como a ciência se difere de qualquer outra disciplina; igualmente, contudo, torna-se difícil dar um parecer do extraordinário sucesso da ciência em produzir tecnologia aplicável.

Do lado mais fraco, pode-se dizer que o planeta Marte tem uma existência real, separada e distinta de nossas observações, teorias e mitos a respeito. Porém as teorias e observações são socialmente construídas, parte do processo de construção envolve assegurar a correspondência de algum tipo com essa realidade. Deste lado, as afirmações científicas são sobre o mundo real. A questão crucial para esse lado é em explicar essa correspondência. Qual era sua maneira a justificação da reivindicação de que as fotos da última leva são em algum sentido mais reais do que o mito romano sobre Marte? É importante, então, para os Construtivistas Sociais considerar como afirmações científicas são justificadas.
Análise e reducionismo

Análise é a atividade de quebrar uma observação ou teoria em conceitos mais simples a fim de compreendê-los. A análise é tão essencial para a ciência quanto para todos os empreendimentos racionais. Seria impossível, por exemplo, descrever matematicamente o movimento de um projétil sem separar a força da gravidade, o ângulo de projeção e a velocidade inicial. Apenas depois dessa análise é possível formular uma teoria do movimento adequada.

Reducionismo em ciência pode ter vários diferentes sentidos. Um tipo de reducionismo é a crença que todos os campos de estudo estão em última instância sujeitos a explicação científica. Talvez um evento histórico possa ser explicado em termos sociológicos e psicológicos, os quais por suas vezes poderiam ser descritos em termos de psicologia humana, a qual por sua vez poderia ser descrita em termos de química e física. O evento histórico foi reduzido a um evento físico. Isso poderia ser visto como implicação de que o evento histórico não é nada porém evento físico, negando a existência de um fenômeno emergente.

Daniel Dennett inventou o termo greedy reductionism (reducionismo ganancioso) para descrever o pressuposto de que tal reducionismo era possível. Ele afirma que é apenas "má ciência", buscar encontrar explicações que são apelativas ou eloqüentes, mais do que aquelas que estão em uso em predizer um fenômeno natural.

Argumentos feitos contra o reducionismo ganancioso através de referência ao fenômeno emergente confiam no fato de que em sistemas auto-referenciais pode-se dizer conter mais informação do que pode ser descrita por meio de análise individual de suas partes componentes. Exemplos incluem componentes que contêm loops estranhos, organização fractal e atratores estranhos em espaço de fase. Análise de tais sistemas é necessariamente destruidora de informações porque o observador tem de selecionar uma amostra do sistema que possa ser na melhor das hipóteses parcialmente representativa. A teoria da informação pode ser usada para calcular a magnitude de informação perdida e é uma das técnicas aplicadas pela teoria do caos.
A justificação de afirmações científicas

As mais poderosas afirmações em ciência são aquelas com as mais amplas aplicabilidades, A terceira lei de Newton — "para cada ação há uma reação igual e em sentido contrário" — é uma afirmação poderosa porque se aplica a cada ação, em qualquer lugar, e em qualquer tempo.

Porém não é possível para os cientistas ter testado cada incidência de uma ação, e encontrar uma reação. Como é, então, que eles podem afirmar que a Terceira Lei é em algum sentido verdadeira? Eles têm, é claro, testado muitas, muitas ações, e em cada uma foram capazes de encontrar a reação correspondente. Mas poderemos ter certeza que da próxima vez que testarmos a Terceira Lei, ela se confirmará?
Indução

Uma solução para esse problema está em confiar na noção de indução. O raciocínio indutivo mantém que se uma situação se sustenta em todos os casos observados, então a situação se sustenta em todos os casos. Então depois de completar uma série de experimentos que suportam a Terceira Lei, está justificado manter que a lei se sustente em todos os casos.

Explicar o porquê de a indução comumente funciona tem sido um tanto problemático. Não se pode usar dedução, o processo usual de se mover logicamente de premissa à conclusão, porque não há um simples silogismo que permite tal movimento. Não importa quantas vezes os biólogos do século XVII observaram cisnes brancos, e em quantas diferentes localizações, não há nenhuma via dedutiva que leve à conclusão de que todos os cisnes são brancos. Isto é assim também, desde que a conclusão teria sido errada, como se tornou mais tarde. Similarmente, é ao menos possível que uma observação será feita amanhã que mostre uma ocasião em que uma ação não é acompanhada por uma reação; o mesmo é verdade para qualquer lei científica.

Uma resposta tem tido de conceber uma forma diferente de argumento racional, uma que não confie em dedução. A dedução permite alguém a formular uma verdade específica de uma verdade geral: todos os corvos são pretos; isto é um corvo; então é preto. A indução meramente permite alguém a formular a probabilidade da verdade de uma série de observações específicas: isto é um corvo e é preto; isto é um corvo e é preto; então a nossa amostra de corvos demonstram que corvos são pretos;

O problema da indução é um dos consideráveis debates e de importância na filosofia da ciência: a indução é certamente justificada, e se for, como?
Falseabilidade

A outra forma de usar lógica para justificar afirmações científicas, pela primeira vez formalmente discutida por Karl Popper, é a Falseabilidade. Esse princípio afirma que a fim de ser útil (ou mesmo completamente científica), uma afirmação científica ("fato", teoria, "lei", princípio, etc.) tem de ser falseável, isto é, capaz de ser provada como errada. Sem essa propriedade, seria difícil (se não impossível) testar a afirmação científica contra a evidência. A meta da falsificação é reintroduzir o raciocínio dedutivo dentro do debate. Não é possível deduzir uma afirmação geral de uma série de afirmações específicas, mas é possível para uma afirmação específica provar que uma afirmação geral é falsa. Encontrar um cisne negro pode ser suficiente para mostrar que a afirmação geral de que "todos os cisnes são brancos" é falsa.

A falseabilidade ordenadamente escapa do problema da indução, porque ela não faz uso do raciocínio indutivo. Contudo, ela introduz suas próprias dificuldades. Quando uma aparente falsificação ocorre, é sempre possível inserir uma adição a uma teoria que a fará desfalsificada. Então, por exemplo, ornitologistas poderiam simplesmente ter argumentado que o grande pássaro preto encontrado na Austrália não era um membro do gênero Cygnus, mas de algum outro, ou talvez algum novo.

O problema com o falsificacionismo é que há teorias científicas que não são conclusivamente falsificáveis. Isto é, é sempre possível adicionar hipóteses ad hoc a uma teoria para salvá-la da falsificação. Um julgamento de valor está então envolvido na rejeição de qualquer teoria.
Coerentismo

Ambas indução e falsificação tentam justificar afirmações científicas por referência a outras afirmações científicas. Ambas tentam evitar o problema do critério, no qual qualquer justificação precisa ser por sua vez justificada, resultando em uma regressão infinita. O argumento da regressão tem sido usado para justificar um modo de sair da regressão infinita, o fundamentalismo(Fundacionismo).

De acordo com ERNEST SOSA, in Routledge Encyclopedia of Philosophy, Version 1.0, London: Routledge, alguns fundacionistas podem até ser racionalistas, outros empiristas, mas todos defendem um ponto comum: a existência de crenças especiais, certas e que, de algum modo, não necessitariam de justificação fornecida por crenças anteriores, interrompendo assim o eterno regresso.

O modo no qual afirmações básicas são derivadas da observação complica o problema. A observação é um ato cognitivo; isto é, está a cargo de nossa compreensão existente, nosso conjunto de crenças. Uma observação de um trânsito de Vênus requer uma ampla extensão de crenças auxiliares, como aquelas que descrevem a ótica dos telescópios, a mecânica da montagem dos telescópios, e um entendimento de mecânica celeste. Ao primeiro sinal, a observação não parece ser "básica".

O coerentismo oferece uma alternativa por afirmar que por serem partes de um sistema coerente. No caso da ciência, o sistema usualmente tomado como sendo o conjunto completo de crenças de um indivíduo ou da comunidade de cientistas. W. V. Quine argumentou por um conceito coerentista para ciência. Uma observação do trânsito de Vênus é justificada por ser coerente com nossas crenças sobre ótica, montagem de telescópios e mecânica celeste. Onde esta observação está nas probabilidades de que uma dessas crenças auxiliares será requeridas para remover a contradição.
A Navalha de Occam

A navalha de Occam é outra notável lapidadora na filosofia da ciência. William of Ockham (Ockhegm, Occam, ou outras muitas grafias) sugeriu que a mais simples contabilização do fenômeno é para ser preferida. Ela não sugere que ela poderia ser verdade, ou ainda provável de ser verdade, embora "mais simples" tenha muitas vezes se tornado mais provável de estar certo (em entender a natureza do evento depois que ele aconteceu) do que "mais complexo".

A Navalha de Occam tem sido usualmente usada como regra de eliminação para escolher dentre hipóteses igualmente explanatórias (isto é, teorias) sobre um ou mais fenômenos observados.

Porque, geralmente para cada teoria existem um infinito número de variações que são igualmente consistentes com a informação atual, mas predizem diferentes desenrolares em algumas circunstâncias, a Navalha de Occam está implícita em cada instância da pesquisa científica. Como um exemplo, considere a famosa teoria de Newton "para toda a ação há uma reação igual e em sentido contrário". Uma teoria alternativa poderia dizer que "para toda a ação há uma reação igual e em sentido contrário, exceto em 12 de janeiro de 2055 quando a reação terá metade da intensidade". Isso é virtualmente uma adição absurda, viola o princípio da Navalha de Occam principalmente porque é uma adição gratuita, junto com uma infinidade de outras teorias alternativas. Com certeza sem uma regra como a Navalha de Occam jamais haveria alguma justificação filosófica ou prática para os cientistas avançarem qualquer teoria além de suas infinitas competidoras, e a ciência não teria poder preditivo algum.

Além de a Navalha de Occam ser largamente, e filosoficamente compreensível, regra de seleção extra-evidencial usada, existem agora novos conceitos matemáticos similares baseados na teoria da informação que equilibram o poder explanatório com a simplicidade. Tal como a inferência da mínima extensão da mensagem.

A Navalha de Occam é freqüentemente abusada e citada onde é inaplicável. Ela não diz que a contabilização mais simples é para ser preferida apesar de sua incapacidade de explicar resultados anômalos, exceções, ou outros fenômenos em questão. O princípio da falsificabilidade requer que alguma exceção que possa ser reproduzida de forma confiável deveria invalidar a teoria mais simples, e a próxima contabilização mais simples que pode na verdade incorporar a exceção como parte da teoria deveria então ser aceita primeiro.
Contabilidade social
Infalibilidade científica

Uma questão crítica em ciência é, até que grau o atual corpo do conhecimento científico pode ser tomado como indicador do que é realmente "verdade" a respeito do mundo físico em que vivemos. A aceitação do conhecimento como se ele fosse absolutamente "verdadeiro" e inquestionável (no sentido da teologia ou a ideologia) é chamada cientificismo.

Entretanto, é comum para os membros do público geral terem a visão oposta de ciência — muitas pessoas leigas acreditam que os cientistas estão fazendo afirmações infalíveis. A ciência serve no processo de tomada de decisões por consenso por pessoas de diversos pontos de vistas éticos e morais vêm para concordarem. Em sociedades seculares e tecnológicas, sem qualquer concepção mais forte de realidade baseados em quaisquer outros terrenos religiosos ou morais, a ciência vem a servir como uma árbitra primária em disputas. Isso pode levar ao abuso do diálogo científico para fins políticos ou comerciais. No entanto, a metodologia científica é hoje a melhor forma de se conhecer e de averiguar a realidade.

Interesse a respeito da grande disparidade entre como cientistas trabalham, e de como seus trabalhos são percebidos levou a campanhas públicas a educarem as pessoas leigas sobre ceticismo científico e o método científico;
Críticas da ciência

Paul Feyerabend argumentou que nenhuma descrição de método científico pode ser abrangente o bastante para incorporar todos os conceitos e métodos usados pelos cientistas. Feyerabend objetou ao método científico prescritivo nos campos que tal método poderia sufocar e barrar o progresso científico. Feyerabend afirmou: "o único princípio que não inibe o progresso é: tudo vale (anything goes)".

Trial and error



Ensayo y error

La expresión ensayo y error, también conocida como prueba y error, es un método heurístico para la obtención de conocimiento, tanto proposicional como procedural. Consiste en probar una alternativa y verificar si funciona. Si es así, se tiene una solución. En caso contrario —resultado erróneo— se intenta una alternativa diferente.

Orientado a soluciones. No se intenta descubrir por qué funciona una solución. Solo se aspira a lograrla.
Problema específico. No se trata de generalizar soluciones a otros problemas.
No óptimo. Se enfoca a encontrar solo una solución: no todas, ni la mejor.
Necesidad de conocimiento mínimo. Se procede en temas de los que el conocimiento en la materia, disciplina o especialidad es exiguo o nulo, por ejemplo en una investigación científica.
Costoso. Se requieren diversos medios para realizarse, pero no siempre es seguro un resultado positivo.

Algunas aplicaciones

Farmacologia: Tradicionalmente, ensayo y error ha sido el método principal de obtención de nuevos medicamentos (fármacos como los antibióticos, por ejemplo). Los químicos solo prueban sustancias químicas al azar, hasta que encuentran una que aporta el efecto deseado.

Método científico: El método científico usa el ensayo y error en su formulación de hipótesis ya que, por definición, una hipótesis es solo una conjetura sujeta a verificación, es decir, que siempre es verdadera. La diferencia con una aplicación “ingenua” del método, es que los científicos seleccionan solo un conjunto reducido de alternativas a ensayar en base a sus conocimientos previos del tema. El método no está dirigido a la resolución “ciega” de un problema, sino a la identificación de la explicación o causa correcta de un proceso mediante un ensayo ceteris paribuss.