domenica 23 aprile 2017

Caracteres rurais e urbanos na formação e desenvolvimento de São Paulo


Micael Max de Jesus Santos*
O texto quando foi escrito tinha a preocupação de oferecer um conhecimento empírico da cidade de São Paulo, cidade esta que comporta um dos maiores aglomerados do planeta, e que desde sua origem já possuía pontos de contatos com outras aglomerações urbanas brasileira; o fato de haver naquela época poucos estudos sobre esta atual metrópole, fez com que o autor busca-se entender qual seria a importância dos pontos de contatos para a sociologia. Pelo fato do crescimento desta cidade ter sido tumultuoso, tornava-se impossível estuda-la sem compreender a sua origem e a sua evolução estrutural. Todavia o campo de estudo tornou-se para o pesquisador muito extenso, por este motivo os estudos permaneceram no campo dos esboços e sugestões, contrariando a vontade do autor do estudo, que era a de analisar todos os dados empíricos.
São Paulo surgiu como povoação em 1554 século XVI a partir de um colégio de jesuítas; com o passar do tempo e o aumento dos habitantes (1500 a 2000 brancos, negros e mestiços), passou a ser chamada de vila; pelo fato de sua atividade econômica serem basicamente agrícola fez com que a vida associativa dos moradores tomassem formas diferentes dos costumes europeus. Os habitantes aqui do Brasil, principalmente os que estavam situados em São Paulo, enfrentavam dificuldades como: longas distancias entre os povoamentos, constantes ataques de índios, além da dificuldade de obter terras pois estas só podiam ser obtidas por doação do donatário ou da Câmara que era o órgão responsável pelas questões de interesse coletivo tal qual criação de igrejas, liberações para viagens do vigário local, fornecimento de alimentos, capturas de índios etc., aqui é importante salientar que está câmara era composta pelos homens considerados bons que tinham a obrigação de comparecer às reuniões ordinárias. O constante perigo que as pessoas sentiam fazia crescer entre eles uma força de solidariedade, que os impelia a protegerem uns aos outros, contudo por volta de 1592 surgiu a tendência de fixar morada no campo, pois lá era mais fácil agrupar os escravos para defender-se dos ataques dos nativos.
A vila, como os jesuítas definiram a jovem São Paulo, tornou-se um apêndice do campo, e existia apenas por conta dos pequenos comércios de alfaiates, tecelões, carpinteiros, ferreiros, sapateiros e de alguns moradores que possuíam residências na Villa e no campo; apesar disso os que não residiam mais nela tinham deveres instituídos pela câmara como participar das procissões anuais: Corpus Christi, visitação de Nossa Senhora e do Anjo da Guarda; além da responsabilidade pela manutenção da ruas e muros, tornaram-se assim incentivos para as pessoas recorrerem a Villa. Havia as posições sócias onde os “lavradores procuravam classificar-se como nobreza agraria, e as outras distinções estatamentais com fundamento nobiliário, sacerdotal, burocrático ou artesanal” (FERNANDES, 1979, p. 198), já no contexto dos escravos, existiam os forros, escravos livres. Segundo um recenciamento do ano de 1950 a população paulista constava de 2 198 096 habitantes, tal número indica que a Vila tornou-se uma cidade grande, constituída de redes de comunicações, transportes, grandes industrias, áreas urbanas e meios modernos de educação; contudo surgiu também desorganização social serviços públicos precários, dificuldade no abastecimento do mercado, as relações de solidariedade foram dando lugar as relações funcionais; assim é importante citar que o progresso não favorece a todos de forma igual, o trabalhador assalariado sempre sofre por conta da desigualdade, e muitos deste trabalhadores foram atraídos das zonas rurais para zona urbana pelas promessa de melhores condições de vida, mas tarde foi a vez das pessoas vindas de diversas partes do Brasil, principalmente nordestinos para busca melhores de condições de vida nesta cidade que entrará em constante ritmo de crescimento, acontecendo o inverso do que ocorreu no século XVI, o campo foi com o passar dos anos despovoado, pois o trabalho rural passou a ser  realizado pelas maquinas agrícolas. Contudo pela sociedade ser dividida em classes, as pessoas podem acender ou descender conforme o seu grau de instrução, renda entre outros fatores, mostrando assim que as posições são meritocráticas, através dos próprios esforços todos podem mudar de posição social. Os grupos que formam uma sociedade não estão somente ligados a fatores econômicos, mas também por laços afetivos como é o caso da família onde os componentes exercem solidariedade orgânica, já os grupos em que predomina-se a solidariedade mecânica, os agentes são interligados por interesse comuns como é o caso dos grupos políticos, e por fim os grupos religiosos em que os integrante possui comportamentos parecidos e buscam relacionar-se com o sobrenatural; para a sociologia um grupo deve ser identificado pela suas características peculiares, pela sua estrutura, pelas formas de comportamento que o rege, os valores e pela sua continuidade, não possuindo essas características pode ser caracterizado como aglomerado. Consuma vemos que desde oinícioas atividades importantes que eram desenvolvidas em São Paulo estavam ligadas ao campo, e a vila servia apenas como sede político-administrativa e religioso, com o passar do tempo ganhou o título de cidade (1711) por conta da sua grande população; e daí em diante o crescimento desta cidade foi tão acelerado que esta tornou-se uma metrópole, que abriga uma das aglomerações mais cosmopolitas da América Latina e é avaliada como uma das cidades que mais cresce no mundo, formando assim o maior centro industrial da América Latina;  atualmente todas as capitais brasileiras necessitam de forma direta ou indireta dela. Todos esses dados mostram as características estruturais da cidade de São Paulo, e demonstram que os fatores que impulsionaram sua evolução são de caráter político-administrativo e econômico.
Se este estudo tivesse enfoque no comportamento do homem na sociedade, veríamos que existe uma certa uniformidade na forma de pensar, agir e sentir, ou seja fatores exteriores passam a compor a personalidade dos indivíduos de uma determinada sociedade; e é justamente essa uniformidade que serve como modelo para aqueles que desejam inserir-se nela, é o que vemos descrito ao longo do texto a cima, algumas pessoas passaram a morar no campo logo a maioria passou a fazer o mesmo, surgi aqui o que podemos chamar de modelos sociais, as pessoas só serão aceita se assimilarem as manifestações culturais, religiosa, costumes e práticas desta sociedade. Todos os componentes de uma determinada sociedade possuem de certa forma o que se chama de papel social constituído pelos seus direitos e deveres, que diferem-se pela posição hierárquica social, podendo acontecer que um grupo imponha a sua vontade a outro grupo, e interessante ressaltar que Max Weber chamou esse acontecimento de poder, significando justamente toda possibilidade de impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra resistências, e para isso muitas das vezes os grupos s valem de armas brancas o de fogo, recordo os índios nativos e as pessoas vindas de fora do Brasil. As autoridades paulistas eram naquela época de caráter religioso ou burocrático. As relações sociais desde a época em que São Paulo estava surgindo e até hoje se dá de maneira que as pessoas que possuem bens e formam a elite só se relacionam com que está em seu patamar social enquanto a massa relaciona-se entre si. Como a população da cidade de São Paulo cresceu de uma forma explosiva, e foi deixando para trás as características coloniais; observamos que nos conglomerados residenciais as pessoas tornam-se anônimas, pois não há mais tanto contato entre elas; tudo passa a ser movido por interesses econômicos, instrumentais; pelo fato destas estarem sempre precisando uma das outras para algo, criam-se associações movidas, que nada mais é que um grupo de indivíduos unidos por causa de interesses em comuns.
Finalizo esse escrito muito satisfeito por poder compreender o caminho evolutivo da cidade de São Paulo, desde o seu surgimento com os jesuítas até os dias atuais. No qual a vila e os trabalhos rurais deram lugar a uma sociedade muito complexa, cheia de industrias, com um transito caótico em horários de pico e com uma grande população miscigenada, na qual possui há brasileiros vindos de todas as regiões, mas também estrangeiros que vem de diversas partes do mundo. Seu papel no cenário econômico brasileiro é tão importante que se torna quase impossível imagina, este nosso grande país sem o estado de São Paulo.
Referência

FERNANDES, Florestan.Caracteres rurais e urbanos na formação e desenvolvimento da cidade de São Paulo. In_____:Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: 3 ed. Difel. 1979, p. 193- 211.

Relação entre a tortura de escravos e heresias na Casa da Torre e a sociedade de Comte


José Valdo Barbosa Júnior*

O escritor Luiz Mott nos relatar em sua obra, Bahia: inquisição & sociedade, no quarto capítulo a crueldade realizada pelo o Mestre de Campo Garcia d’Ávila Pereira de Aragão com os seus escravos. E só tivermos conhecimento deste fato graças aos documentos da inquisição de Lisboa, onde uma testemunha corajosa teve a ousadia de denuncia um dos homens mais ricos do Brasil da segunda metade do século XVIII. Sendo assim o autor tentar por meio deste artigo divulgar essa realidade até então confidencial.
Garcia d´Ávila Pereira de Aragão nasceu em 4 de outubro de 1735, na fazenda de seu avó, casou-se duas vezes, sem deixar descendentes, residiu na Casa da Torre, Casa esta que era como se fosse um castelo sediando um “império” rural, já que os d’Ávila eram donos de quase todo o nordeste, como afirma Borges de Barros, foi a sede do maior latifúndio do mundo. Seu biógrafo Pedro Calmon define o Mestre de Campo assim: “sem nenhuma dúvida, foi o mais rico dos filhos do Brasil, inteligente e arrebatado: o último varão da estirpe dos Garcia d’Ávila”.
Como já foi citado acima o Mestre de Campo, ilustre fazendeiro baiano, homem de vários títulos, maior escravocrata da Bahia durante meados do século XVII, Mas seu culminante defeito estava em ser também o maior carrasco da história do Brasil.
Diante de tais afirmações sobre a crueldade do Mestre de Campo, José Ferreira Vivas, um personagem desconhecido, e possivelmente estava presente quando as heresias e as torturas foram cometidas na Casa da Torre. Denunciar toda essa situação ao tribunal da inquisição de Lisboa, que ficaram registradas 12 folhas manuscritas pelo mesmo. Nesses escritos são tratados as heresias cometidas por Garcia d’Ávila Pereira de Aragão, grande parte delas é em relação as barbaridades por ele feitas com os escravos e as outras são as blasfêmias, sacrilégios e impertinência contra a religião católica realizadas na Casa da Torre.
Algo que devemos observar, que nessa época a Igreja Católica era conivente com a escravidão, mas José Ferreira Vivas denúncia a inquisição que é da Igreja, porque alguns membros e instituições religiosas chamavam à atenção dos senhores para não ter exageros nos castigos, todavia devia aplicar correções aos merecedores da mesma.
Infelizmente essas denúncias foram arquivadas pelo Tribunal do Santo Ofício, por estarem preocupados em resolver outras situações de caráter mais religioso, como perseguir os hereges, os protestantes, os feiticeiros, os sodomitas, os bígamos entre outros. E também o Mestre de campo não seria julgado tão facilmente por possui grande influência sobre política baiana, já ele sendo o homem mais rico de toda América portuguesa, e religioso porque ele tinha o hábito da Ordem de Cristo.
É válido lembrar que a corte de Portugal já tinha dado a possibilidade de haver denúncias de maus-tratos contra os escravos, onde até mesmo os escravos deveriam fazer as acusações. Porém, logo após um curto período, o rei de Portugal voltou atrás de sua ordem, alegando evitar perturbações entre os escravos e seus soberanos. De tal modo a tirania continuava impune.
Luiz Mott afirma que os motivos que o levou a trazer o caso do Mestre de Campo. Foi o desejo de fazer justiça, mesmo tardia, à família dos Garcia d’Ávila, pioneiros na colonização do Brasil, mas também os principais responsáveis pela violência contra escravos e indígenas, numa época em que violência não era atributo dos poderosos, onde a Igreja Católica, os inquisidores ou os ponta-de-lança regionais justificavam e coordenavam as crueldades com a finalidade de manterem-se no poder.
Outro motivo que Mott elenca é o de leva o leitor, a partir dos registro lidos, tirar conclusões próprias sobre os relatos, e notar que trata realmente de um manual de tortura até então arquivado, sugerindo ao leitor fazer uma ligação de como os negros contemporâneos que vivem fatos de descriminação e violência por parte da segurança pública na atualidade, mesmo depois de tanto tempo do fim da escravatura e da declaração dos Direitos Humanos. Ele vai ao encontro do que Auguste Comte afirma, quando ele relaciona o homem antigo torturador da Bahia, com os policiais de agora. Entendemos ai que o homem é idêntico em todas as partes em todos os tempos.
O motivo para Luiz Mott de feito o trabalho foi o de divulgar os documentos que falam da Casa Torre, tendo como objetivo retratar o sentido material da casa, sua forma, utensílios usados, instalações, as personalidades que se a conchegavam dia a dia a esse castelo português na América; revelar as torturas e sacrilégios ocorridos neste local, porque apesar do Tribunal do Santo Ofício poder confiscar bens, leva pessoas para fogueira, açoitar entre outras coisas, as blasfêmias e sacrilégios cometidos na Casa da Torre e por uma boa parte da elite colonial que se dizia cristã, contudo faziam essas ações heréticas.
Diante de tudo colocado por Mott, observamos que ele fala de uma sociedade colonial e suas relações de poder exercidas pelas classes componentes. Assim o autor tenta abranger as torturas e os sacrilégios ocorridos na Bahia, durante o século XVIII, para explicar um período e a história de uma família colonial. Nesta questão, ele utiliza um princípio do todo pelas partes de Auguste Comte, onde fazendo observações do modo de agir de um determinado grupo social, é capaz de fazer afirmações de como são as organizações sociais da época, por meio do método indutivo.
Contudo, compreendemos que é uma sociedade, onde em sua estrutura está presente as desigualdades, o poder religioso está condensado nas riquezas, as famílias poderosas das colônias são responsáveis por toda organização social, os escravos são torturados e castigados sem piedade, e os governo português é convivente com a circunstância. Estas informações gerais é que Luiz Mott que nos transmitir neste texto.
Referência

Mott, Luiz. Bahia: Inquisição e sociedade. Salvador: EDUFBA, 2010. Pág. 65-97. 

Análise da história de um padre que se preocupa com a situação do povo sertanejo e ajuda-os. E também do pai Adão, Babalorixá ortodoxo, o qual mostrará a relação da Bahia com a África a fazendo uma ligação com a posição, papeis e status na vida social


Marcos Willian Santos Alves*
O Padre Ibipiana foi o bravo missionário, que organizou a vida cristã e assistência social aos sertanejos, revelando a capacidade do brasileiro, no século passado, diante de todas as dificuldades do sertão nordestino, tudo que criou o bravo missionário. As virtudes cearenses se aguçaram a partir das virtudes dos santos, sem deixar de lado a capacidade prática de organizar, administrar, desenvolver indústrias dos homens. Tendo-se muitas casas espalhadas por alguns estados dos sertões brasileiros, criou boas e santas “casas de repouso” e obras de civilizações nos sertões como: comunidades religiosas fundadas por ele, chamadas: “Mãe Sinhá” como ficaram conhecidas: Através do exemplo do grande missionário,  dedicaram-se ao serviço de Deus e do próximo, ensinando aos orfãozinhos a cozinhar, fiar, tecer e tingir o algodão, tratar dos doentes, a plantar sementes no tempo certo, fazer chapéu de palha, rede, a ler, escrever, a rezar o Padre-nosso, a cantar a ladainha em bom português. Fundou e organizou sozinho vinte casas de caridade nos sertões do Nordeste, tendo grande força moral, a serviço da Igreja, sendo preocupado com o futuro. (FREYRE,1981)
Compreende-se a história do pai Adão e do babalorixá a partir da ligação da Bahia e África. Baianos que migraram para a África e não se sentiram felizes. Havia um incentivo econômico para a permanência desses insatisfeitos. Na África, podiam ganhar fortuna que no Brasil é quase impossível ganhar, sendo intermediário entre Brasil (Bahia) e África.
Alguns Santos, no tempo da escravidão, deixaram a Bahia pela África e lá se tornavam negociantes opulentos, no interesse, na fortuna e no seu prestígio afro-brasileiro. Íam á África, não se preocupava de acompanhar seus filhos e preferiam eles os filhos permanecessem no Brasil.
É perceptível a ligação deste Padre, com a posição, papeis e status na vida social, dentro dessas perspectivas que o cidadão, está integrado por normas o que se sujeita a ações dos indivíduos que ocupam uma posição e desempenham uma função particular no seio do grupo ou da coletividade. Diante desse esclarecimento pode-se perceber o trabalho que o Padre Ibiapina tinha com a comunidade, um trabalho de forma integral, levando suas ações através de sua posição espiritual e principalmente social, amparando aquele povo do sertão. Em relação aos baianos, percebe-se a posição particular a qual ele deveria tomar e desempenhar essa posição dentro do contexto deles era uma posição de prestígios.
É importante ressaltar que as funções específicas que cada um exercia, a cada uma destas funções corresponde a condutas particulares de fazer que responda a determinadas expectativas dos demais; comparando-se ao trabalho social que o padre Ibiapina exercia com as crianças órfãs, onde ensinava as variadas atividades específicas. Percebe-se claramente as funções específicas nestas casas que o padre Ibiapina criou. Assim, responderam ás expectativas das crianças órfãos que precisavam de alguém para ensiná-los pois já não tinham o seus pais vivos, puderam ter uma posição na sociedade. Visualiza-se também a ligação que os baianos que tiveram ao ir a África, em suas funções que os prendiam, que era o poder econômico, satisfazendo a si e aos demais que dependiam do próprio.
A postura que cada um exercia destaca-se, o sistema de papeis sociais é a oferta de comportamento correlacionadas e institucionalizadas a uma cultura presente ao individuo, enquanto formas capazes de dá satisfações a suas necessidades sociais de orientar as funções de significados que o grupo atribui a vida coletiva. Percebemos como o padre Ibiapina, com sua cultura, dá satisfação ás necessidades sociais, as quais, realizava com os sertanejos. Também insere neles, o que tinha sido orientado em grupo, ou seja, na vida coletiva. Já os baianos, procuram satisfazer suas necessidades sociais buscando automaticamente status, e assim, não são felizes no lugar onde as colocaram neste patamar, mas sentem saudades do seu lugar de origem e os filhos não o acompanham, mas sim, ficam no Brasil.
Das perspectivas e projetos do componente individual, presente na ação social. Adentrando no contexto entende-se o pensamento individual do padre Ibiapina, os planos, os sonhos, a missão desse bravo missionário. Colocando a sua ação social em meio ao nordeste, em uma região sofrida, ele doa toda sua atenção a este povo sertanejo; por livre vontade vai ao encontro de uma melhoria, o baiano procura se integrar, começa a compor-se presente através dessa ação de migração, a fazer parte da vida social.
Descrevendo-se uma parte se suma importância para essa comparação, o papel social corresponde, portanto uma posição social. Nesta descrição ver-se nitidamente a posição que exercia o padre Ibiapina a postura de preocupação com o futuro. É nítido a posição social do babalorixá que ía até mesmo escrever uma biografia do afro-brasileiro por possuir tão grandiosidade histórica, mas não foi possível escrever essa biografia porque queriam em documentos orais, que seriam interrogados pelo mesmo, o qual o documento iria se referir e também seria perguntado á sua família, amigos e inimigos.
Adentrando dentro desse contexto de posição social entende-se que a concepção de status e de posição social. A qual o padre Ibiapina ocupa, gera, portanto, uma postura de respeito que se direciona ao status, automaticamente, por sua posição, a qual eles atuavam por destacar um trabalho com os mais necessitados assim, fazem com que seja conhecido, e o baiano que busca uma melhor condição de vida e ganha uma fortuna e, dentro do contexto o qual vivia na África tinha prestígio, logo, esse fator o conduzia a posição de status que representa também significados e da valorização ao grupo. O povo sertanejo, tendo todo esse direcionamento, toda essa atenção social, faz com que possua também uma valorização levada pelo padre Ibiapina uma centralização que, conduz ao caminho também do status.
Percebe-se, dentro dessa junção sobre a posição, papeis e status na vida social do Padre Ibiapina e do Pai Adão, babalorixá ortodoxo, que adequava dentro da posição que eles exerciam, dos papeis que desenvolviam e do status que é gerada pelas posições que exerciam. Portanto, o Padre Ibiapina tinha uma grande colaboração social na vida social dos sertanejos sofredores e que o pai Adão, busca uma posição de desenvolvimento através do papel que exerceu, e sendo prestigiado. 
Referência
FREYRE, Gilberto. Pessoas, coisas e animais. Rio de Janeiro: Globo, 1981.

DIONIZIO, Claudio. Para comprender el mundo: Apuentes de Sociologia, 2016.

O etnocentrismo e a cultura familiar


Adenilson Santos Nascimento Júnior*

     Toda cultura é resultado de uma série de costumes e normas (transitórias) que aos poucos vão surgindo e dando forma às sociedades. Desse modo, é impossível negar que a cultura na qual o homem de 2016 está imerso é totalmente diferente há cerca de 60 ou 70 anos. É cada vez mais comum ouvir daqueles mais idosos o famoso adágio: “No meu tempo não era assim...” Diante de toda essa mudança, a cultura familiar tenta incutir aos seus, em especial aos mais jovens, tudo aquilo que aprenderam outrora, porque pensam que as condutas aprendidas são corretas em comparação com as do tempo atual.
     Portanto, seria justo afirmar que, por vezes, a cultura familiar tenta impor normas como se estas fossem a condição para que o indivíduo progrida na sociedade, de maneira que viver na situação cultural de hoje seria tendê-lo a uma perda de sua identidade. No entanto, uma vez que o homem assume radicalmente uma só cultura ou maneira de viver como certa, por mais que esta provenha de um berço familiar, ele acaba rejeitando qualquer outra das culturas existentes. Assim, ele não será nada além do que o resultado de uma adesão inconsciente de normas exteriores, isso porque o etnocentrismo “julga os outros povos e culturas pelos padrões da própria sociedade, que servem para aferir até que ponto são corretos e humanos os costumes alheios. Desse modo, a identificação do indivíduo com sua sociedade induz à rejeição das outras” (MENESES, 1999).
     Na verdade, não se trata de julgar uma cultura como certa e dar a ela um patamar de supremacia em relação às demais, nem muito menos de recusar uma conduta familiar como se a família tivesse por objetivo alienar os seus. Uma consciência bem formada saberá acolher todo tipo de costume que servirá para o seu desenvolvimento, sem tornar-se unilateral a qualquer uma delas. Compete ao homem apenas se adequar àquela cultura que mais lhe aprouver, sem precisar denigrir ou criticar as outras, já que estas também são resultado de um costume humano, compostos dos mesmos caracteres que qualquer um outro, capazes de se relacionar e de criar cultura. Afinal, daqui a 60 anos, seremos nós quem, sentados no sofá de nossos cômodos, diremos a outros: “No meu tempo não era assim...”

Referência
MENESES, Paulo Gaspar de. Etnocentrismo e Relativismo Cultural: algumas reflexões. Revista Symposium - UNICAP. Pernambuco, v. 3, p. 19-25, 1999.

Psicanalise e sociologia: dicotomia ou interdisciplinaridade


Adenilson Santos Nascimento Júnior*[1]

     Uma verdade bem certa é que as disciplinas enquadradas em campos próximos de investigação tendem a relacionar-se mutuamente. Os conceitos que definem e caracterizam a Psicanálise como técnica que colabora na descrição e na explicação dos fenômenos sociais, bem como no comportamento humano, entram em uníssono com aquilo que é o objeto de estudo da Sociologia, que são justamente as transformações sociais, a vida em sociedade, o comportamento e suas consequências na sociedade, analisando as relações ou interações do homem no grupo onde está inserido e suas implicações em si e neste mesmo meio. Com tal afirmação, o conceito que define a Sociologia como estudo científico da sociedade cai por terra, visto que existem outras ciências sociais que estudam também a sociedade como, por exemplo, um próprio ramo da Psicologia.
     Neste caso, seria inadmissível não observar os avanços da Psicanálise, principalmente com os contributos de Freud, que deu um caráter mais científico às conclusões psicanalíticas, as quais eram fortemente cobradas pelos sociólogos. Com ele, a Psicanálise torna-se técnica que de maneira empírica estuda os modos, os procedimentos, sejam eles uniformes ou não, do comportamento do homem num grupo social. É como se fosse a grande sacada do estudo psicossocial notar que as moléstias mentais têm muito a ver com a organização social e a posição do indivíduo na sociedade, o que contribui para o desenvolvimento e a mútua colaboração entre estas duas ciências do comportamento. Isso demonstra que na medida em que o indivíduo passa a ser investido ou rejeitado, fortes sequelas mentais vão sendo originadas, quer sejam boas, quer não sejam. Assim, uma depressão ou um distúrbio repentino não poderiam ser explicados segundo conceitos biológicos ou médicos. Deveriam entrar aí as interferências sociais, ou seja, as causas no grupo onde ele está inserido, que contribuíram para o indivíduo haver passado para tal moléstia mental.
Freud, além disso, refinou o seu arcabouço de métodos de investigação e de interpretação das moléstias mentais. Para início de conversa, a primeira característica que deve ser considerada é a multiplicidade de técnicas de investigação da qual a Psicanálise é revestida, sendo as principais delas a entrevista e o estudo de caso, porque ajudam mais a conhecer e a reconstruir o contexto da situação do paciente. Do mesmo modo, a Sociologia não possui um só método para entender as divergências sociais, mas é dotada de uma multiplicidade de propostas que a ajudam a analisar de maneira mais precisa os problemas da sociedade, seja ele mais voltado ao histórico-comparativo, ou a um campo mais limitado, de acordo com valores quantitativos e qualitativos. Porém, uma perspectiva que deve ser assinalada é que, para acontecer tal relação, foi necessário muito avanço e muito esforço. Primeiramente, os sociólogos teoricamente focados numa explicação conceitual das questões sociais não estavam interessados em ouvir os conceitos provindos dos resultados obtidos pelos psicanalíticos através de seus inovadores métodos de investigação. Mas fica bem claro que só haveria vantagens na cooperação entre as duas disciplinas: de um lado, a Psicologia cresceria com a propagação de seus conceitos num outro ramo cognoscitivo; de outro, a Sociologia ganharia com uma extensão dos limites de explicação sobre as causas sociais. No fim das contas, as duas saem ganhando.
     Ademais, a pedra de toque que justamente relaciona as ciências sociais é o comportamento humano. De fato, todas elas acabam, de um modo ou de outro, segundo perspectivas diferentes ou semelhantes, em querer entender e explicar o comportamento do indivíduo, ou mais ainda as suas causas. Não obstante as críticas anteriores à Psicanálise que os sociólogos propunham principalmente pela ausência de suas explicações sobre os fatores das moléstias sociais, atualmente a situação é de uma afinidade entre essas duas disciplinas, visto que, em um sentido mais profundo, a Sociologia bebe de muitos teoremas psicanalíticos que contribuem fortemente para a explicação das coisas e dos acontecimentos na vida em sociedade. Conquanto se trate de uma teoria que tem em vista o homem que se relaciona, o assunto tratado é o mesmo nas duas disciplinas: o comportamento. A personalidade, e suas diferenças, o seu sistema organizado estrutural e funcionalmente, a libido que colabora na definição da personalidade e na orientação do comportamento humano, são teorias psicanalíticas que servem demasiadamente aos conceitos sociológicos.
Entretanto, é bom frisar que em certos casos tais disciplinas não podem caminhar juntas. O ponto de partida da Sociologia não se radica na pessoa individual, do mesmo modo que a Psicanálise não se esforça densamente em estudar as relações entre os indivíduos. Muito embora as duas ciências trabalhem em cima da temática do comportamento humano, uma se esforça mais em estudar o homem individualmente, outra em estudá-lo de acordo com suas relações. A contribuição entre uma e outra disciplina está no fato de que a Psicologia ajuda a Sociologia enquanto técnica de observar as moléstias sociais e dar uma comparação com as resultantes do indivíduo no meio social, ao passo que a Sociologia contribui no estudo psicológico enquanto ciência que estuda as interações sociais, sendo elas frutos de uma psiquê bem constituída (ou não, se forem os casos das moléstias).
     Para evitar especulações, é bom frisar que a ação, o comportamento do indivíduo na sociedade é ao mesmo tempo psíquico e social. Isso porque ele usa de mecanismos que o põem numa realidade total, global, que compromete a personalidade individual e influi sobre ela. O psicólogo vai concentrar sua atenção na personalidade global e o meio que influenciará sobre a estrutura e a dinâmica desta mesma personalidade. O sociólogo, por sua vez, vai estudar o meio social ou o conjunto global das relações entre pessoas. Em ambas, serão estudados os comportamentos em suas áreas de campo, cujo comportamento ganhará caráter objetivo ou subjetivo a depender da situação na qual o indivíduo se encontra. Assim, o modo pessoal da ação do indivíduo na sociedade não é autônomo, soberano sobre si mesmo, que se basta a si próprio. Ele precisa também do modo de atuar em comparação com aquela parte do indivíduo que permanece fora e se contrapõe. A teoria psicanalítica ganha importância relevante na medida em que pode cooperar na explicação dos fenômenos sociais e das consequências do comportamento humano no meio social onde ele está inserido.
Aliás, o comportamento não é algo composto de várias ramificações que podem ser separadas e estudadas uma por uma em cada uma das disciplinas sociais. Seria um conceito muito pobre. Na realidade, as teorias sobre o comportamento humano ganham mais relevância quando são carregadas de vários conceitos da mesma temática, sobre o mesmo assunto visto de vários pontos de vista, como seria o caso da ciência psicanalítica e da sociológica ao discutirem sobre o mesmo tema. Outra consideração que deve ser frisada é que uma ciência não é mais científica por possuir um conceito mais teórico, ou mais empírico que a outra. Como já foi dito, tratam-se de duas ciências que possuem seus campos próprios de pesquisa e de investigação, que podem muito bem relacionarem-se mutuamente, trocando conceitos, ideias e conclusões favoráveis às duas disciplinas. Não se trata de disputa entre matérias do comportamento para saber qual delas é a melhor ou mais convincente. São, na verdade, duas matérias que querem crescer cada vez mais, e que, se for preciso entrar em sintonia, elas conseguem tal objetivo hoje em dia de maneira facilitada.
      Enfim, são grandes os avanços obtidos por essas duas disciplinas das ciências sociais que tendem a crescer muito mais ao passo que conseguem cada vez mais relacionarem-se. No entanto, a associação dessas duas disciplinas não é a solução para as indagações de suas investigações. A Psicanálise e a Sociologia ainda têm muito que trabalhar nas suas próprias áreas sobre temas que são especificamente seus. Essa associação traz, sem dúvidas, uma diminuição nas pesquisas e uma maior quantidade de respostas às perguntas concernentes às duas ciências. Mas, em síntese, não trazem todas as respostas para todos os problemas das questões sociais e psicológicas. Em outras palavras, haverá questões que somente a Sociologia poderá explicar, mesmo que precise recorrer a um ou outro conceito psicanalítico, e vice-versa. Isso não faz de modo algum empobrecer as teorias de uma ou de outra disciplina. Pelo contrário, só fortalece e enriquece mais as suas teses e conceitos. A interdisciplinaridade dessas duas ciências cai muito bem no que se refere a ideias de interesse mútuo, onde as duas podem muito bem esforçarem-se para alcançar respostas que sejam úteis tanto às questões psicológicas como às questões sociais. O que não se pode afirmar é que cada matéria se basta em si mesma. Na verdade, se bem pensado, cada ciência é útil às outras ciências. O que basta é esta consciência de colaboração mútua, tão necessária às ciências se a meta for o seu progresso.



[1] Todos os nomes, seguidos de (*), são os de alunos, da disciplina de Introdução à Sociologia, do curso de graduação em filosofia, de 2016, do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, de Aracaju/SE.

martedì 28 ottobre 2014

Pope Francis - Evolution - Creation - Benedictus


SESSIONE PLENARIA DELLA PONTIFICIA ACCADEMIA DELLE SCIENZE
DISCORSO DEL SANTO PADRE FRANCESCO
IN OCCASIONE DELL'INAUGURAZIONE DI
UN BUSTO IN ONORE DI PAPA BENEDETTO XVI
Casina Pio IV
Lunedì, 27 ottobre 2014

Signori Cardinali,
Cari Fratelli nell’episcopato e nel sacerdozio,
Illustri Signore e Signori!
Mentre cadeva il velo dal busto, che gli Accademici hanno voluto nella sede della Pontificia Accademia delle Scienze in segno di riconoscimento e gratitudine, un’emozione gioiosa si è fatta viva nella mia anima. Questo busto di Benedetto XVI rievoca agli occhi di tutti la persona e il volto del caro Papa Ratzinger. Rievoca anche il suo spirito: quello dei suoi insegnamenti, dei suoi esempi, delle sue opere, della sua devozione alla Chiesa, della sua attuale vita “monastica”. Questo spirito, lungi dallo sgretolarsi con l’andare del tempo, apparirà di generazione in generazione sempre più grande e potente. Benedetto XVI: un grande Papa. Grande per la forza e penetrazione della sua intelligenza, grande per il suo rilevante contributo alla teologia, grande per il suo amore nei confronti della Chiesa e degli esseri umani, grande per la sua virtù e la sua religiosità. Come voi ben sapete, il suo amore per la verità non si limita alla teologia e alla filosofia, ma si apre alle scienze. Il suo amore per la scienza si riversa nella sollecitudine per gli scienziati, senza distinzione di razza, nazionalità, civiltà, religione; sollecitudine per l’Accademia, da quando san Giovanni Paolo II lo nominò membro. Egli ha saputo onorare l’Accademia con la sua presenza e con la sua parola, e ha nominato molti dei suoi membri, compreso l’attuale Presidente Werner Arber. Benedetto XVI invitò, per la prima volta, un Presidente di questa Accademia a partecipare al Sinodo sulla nuova evangelizzazione, consapevole dell’importanza della scienza nella cultura moderna. Certo di lui non si potrà mai dire che lo studio e la scienza abbiano inaridito la sua persona e il suo amore nei confronti di Dio e del prossimo, ma al contrario, che la scienza, la saggezza e la preghiera hanno dilatato il suo cuore e il suo spirito. Ringraziamo Dio per il dono che ha fatto alla Chiesa e al mondo con l’esistenza e il pontificato di Papa Benedetto. Ringrazio tutti coloro che, generosamente, hanno reso possibile quest’opera e questo atto, in modo particolare l’autore del busto, lo scultore Fernando Delia, la famiglia Tua, e tutti gli Accademici. Desidero ringraziare tutti voi che siete qui presenti ad onorare questo grande Papa.
Alla conclusione della vostra Sessione plenaria, cari Accademici, sono felice di esprimere la mia profonda stima e il mio caloroso incoraggiamento a portare avanti il progresso scientifico e il miglioramento delle condizioni di vita della gente, specialmente dei più poveri.
State affrontando il tema altamente complesso dell’evoluzione del concetto di natura. Non entrerò affatto, lo capite bene, nella complessità scientifica di questa importante e decisiva questione. Voglio solo sottolineare che Dio e Cristo camminano con noi e sono presenti anche nella natura, come ha affermato l’apostolo Paolo nel discorso all’Areopago: «In Dio infatti viviamo, ci muoviamo ed esistiamo» (At 17,28). Quando leggiamo nella Genesi il racconto della Creazione rischiamo di immaginare che Dio sia stato un mago, con tanto di bacchetta magica in grado di fare tutte le cose. Ma non è così. Egli ha creato gli esseri e li ha lasciati sviluppare secondo le leggi interne che Lui ha dato ad ognuno, perché si sviluppassero, perché arrivassero alla propria pienezza. Egli ha dato l’autonomia agli esseri dell’universo al tempo stesso in cui ha assicurato loro la sua presenza continua, dando l’essere ad ogni realtà. E così la creazione è andata avanti per secoli e secoli, millenni e millenni finché è diventata quella che conosciamo oggi, proprio perché Dio non è un demiurgo o un mago, ma il Creatore che dà l’essere a tutti gli enti. L’inizio del mondo non è opera del caos che deve a un altro la sua origine, ma deriva direttamente da un Principio supremo che crea per amore. Il Big-Bang, che oggi si pone all’origine del mondo, non contraddice l’intervento creatore divino ma lo esige. L’evoluzione nella natura non contrasta con la nozione di Creazione, perché l’evoluzione presuppone la creazione degli esseri che si evolvono.
Per quanto riguarda l’uomo, invece, vi è un cambiamento e una novità. Quando, al sesto giorno del racconto della Genesi, arriva la creazione dell’uomo, Dio dà all’essere umano un’altra autonomia, un’autonomia diversa da quella della natura, che è la libertà. E dice all’uomo di dare il nome a tutte le cose e di andare avanti nel corso della storia. Lo rende responsabile della creazione, anche perché domini il Creato, perché lo sviluppi e così fino alla fine dei tempi. Quindi allo scienziato, e soprattutto allo scienziato cristiano, corrisponde l’atteggiamento di interrogarsi sull’avvenire dell’umanità e della terra, e, da essere libero e responsabile, di concorrere a prepararlo, a preservarlo, a eliminarne i rischi dell’ambiente sia naturale che umano. Ma, allo stesso tempo, lo scienziato dev’essere mosso dalla fiducia che la natura nasconda, nei suoi meccanismi evolutivi, delle potenzialità che spetta all’intelligenza e alla libertà scoprire e attuare per arrivare allo sviluppo che è nel disegno del Creatore. Allora, per quanto limitata, l’azione dell’uomo partecipa della potenza di Dio ed è in grado di costruire un mondo adatto alla sua duplice vita corporea e spirituale; costruire un mondo umano per tutti gli esseri umani e non per un gruppo o una classe di privilegiati. Questa speranza e fiducia in Dio, Autore della natura, e nella capacità dello spirito umano sono in grado di dare al ricercatore un’energia nuova e una serenità profonda. Ma è anche vero che l’azione dell’uomo, quando la sua libertà diventa autonomia – che non è libertà, ma autonomia – distrugge il creato e l’uomo prende il posto del Creatore. E questo è il grave peccato contro Dio Creatore.
Vi incoraggio a continuare i vostri lavori e a realizzare le felici iniziative teoriche e pratiche a favore degli esseri umani che vi fanno onore. Consegno ora con gioia il collare, che mons. Sánchez Sorondo darà ai nuovi membri. Grazie.
  

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Ultimo trabalho do curso: William of Ockham - Giordano Bruno - Galileu Galilei

Ultimo trabalho do curso

1) William of Ockham
2) Giordano Bruno

3) Galileu Galilei


Qual a causa do desentendimento com a Igreja Catòlica (inclusive os precedentes)? Como se desenvolveu? Como foi resolvido o problema? E, o "estado da questio" (entenda-se, atualmente)?